Quem perde e quem ganha com a variação do dólar na América Latina?

Mundo

Recentemente várias moedas latino-americanas sofreram uma forte queda em relação ao dólar norte-americano. Este abrupta mudança do curso da moeda corrente influenciou de diferentes maneiras nas nações da região. Mesmo em um mesmo país, há setores que podem se utilizar de um dólar mais forte, mas também há áreas que sofrerão com a inflação que representa essa mudança.

Quem perde?

As nações mais afetadas por um dólar forte serão as que se dedicam à importação, já que a sua economia depende das matérias-primas e produtos comprados no exterior. Bebidas, vestuário, meios de transporte, peças de automóveis, alimentos, entre eles. Assim, os 18 países da América Latina e o Caribe, que são importadores líquidos (comprar mais alimentos que vendem) sofrerão problemas sérios neste aspecto, já que o preço da comida importada vai crescer drasticamente, informa a BBC Mundo. Neste grupo de risco estão México, Colômbia, Peru, Venezuela, Guatemala e República Dominicana, onde os preços de produção podem subir até 50%, assumindo uma importante inflação na área.

Quem ganha?

Enquanto o povo latino-americano pode tocar sofrer com altos preços, nos mesmos países, alguns setores vão aproveitar. Este é o caso de Colômbia, México, Chile, Brasil e Peru, já que contam com indústrias que exportam bens e serviços. O lucro vem da oportunidade de vender seus produtos nos mercados internacionais, obter o pagamento em dólares mais caros e trocá-los no mercado interno a um preço maior.

Além disso, o fortalecimento da moeda norte-americana, se beneficia o setor turístico, já que as férias da América Latina será mais barato para os turistas dos EUA e Europa. Deste modo, o setor turístico do México (com 29 milhões de turistas anuais), Argentina (com 5,9 milhões), Brasil (5,8 milhões), República Dominicana (5,1 milhões) e de outras nações latino-americanas receberia uma corrente extra de dólares.

Além disso, as famílias latino-americanas e caribenhas que têm familiares a trabalhar no estrangeiro e recebem remessas em dólares, podem aproveitar o curso para receber mais moedas nacionais.

Quem não lhe afeta?

Os países dolarizados como Panamá, El Salvador e Equador não sofrerão mudanças drásticas, mas as exportações podem encarecer, porque com um preço em dólares americanos por cima seriam menos competitivas. Ao mesmo tempo, a população dessas três nações, você vai ter mais acesso a tudo o importado, com preço mais baixo.

Veja a cotação do dólar atualizado na Am. Latina em: http://cotacaodolar.com.br/

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